domingo, 7 de outubro de 2012



Paulo,

Gostaria de lhe agradecer pela intensidade da vida, pelo saborear meticuloso de cada pessoa tragada pela sua alma, pelo aspirar em clímax de cada momento, quereria lhe agradecer pela trama amorosa do cotidiano, Paulo, quereria lhe agradecer pelo amor que tem pelo mundo, pelo mundo inteiro, pelo mundo inteiro e você. Desculpa, Paulo, se às vezes eu sofro; desculpa, Paulo, se meu amor pelo mundo inteiro, inteirinho, transborda em torrente por sua cabeça. Perdão, Paulo; perdão pelo sentimento inexato que lhe causo, perdão pelo sentimento isento de tudo, isento de mundo que lhe causo.  Perdão, Paulo. O mundo inteiro lhe assombra nessa juventude passada, nessa juventude pesada demais, mas você sabe, sabe que é melhor ter vivido, vivido pleno, vivido doído, sabe que é melhor ter vivido, mesmo quando viver parece morrer. Perdão, Paulo, por deixar pedaços seus espalhados em frangalhos por essa vida, perdão por lhe fazer viver morrendo, ou morrer vivendo.  Mas saiba, Paulo, saiba que eu lhe amo, amo seu ser, amo ser seu ser.

Paulo

3 comentários:

  1. Independente do que estava passando na sua cabeça no momento que a escreveu, o melhor texto que já li. Sem dúvida!

    ResponderExcluir
  2. estou é ansioso pelo próximo filosofar!

    ResponderExcluir